Ponto-a-ponto ou circuito impresso?
Published Sábado, Fevereiro 04, 2006 by Joel Pavan | E-mail this post
Ao iniciar as pesquisas para a montagem de um amplificado valvulado, deparamos com diversas técnicas para a solda de componentes e ligações. As mais comuns são a PTP (ponto-a-ponto) e a PCB (placa de circuito impresso). Não vou me deter em detalhes, pois a net está cheia de exemplos e tutorias sobre os dois universos, então, use o google.
Neste projeto irei utilizar placas de circuito impresso para os componentes, como ocorre no Soldano Original. Mandei confeccionar as placas em fibra de vidro, mais resistentes ao calor do que as de fenolite. É possível fazê-las em casa, seguindo alguns procedimentos relativamente simples - mas um resultado profissional é difícil de obter.
A grande vantagem da PCB é a facilidade e organização da montagem. Para quem não tem experiência em montagem eletrônica, é uma mão na roda. PTP requer mais paciência e prática, pois senão o emaranhado de fios fica "lindo"... Algumas pessoas insistem que a montagem em PCB é mais propensa a ruídos e a um fenômeno chamado "capacitância parasita", que seria responsável por alterações negativas no timbre e coisa e tal. Eu francamente não sei até que ponto isso é verdade ou não. Li bastante e acho que, matematicamente, a capacitancia gerada pelas trilhas paralelas seria muito pequena para comprometer qualquer coisa...
Aqui eu deixo duas opiniões (favoráveis às PCB´s) para que tirem suas próprias conclusões:
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1ª) Old Monkey (membro do Cifraclub):
Vou deixar minha opiniao sobre este assunto e que me desculpem os hand mades adeptos da montagem em ponte de terminais ou placas com os componentes ponto a ponto. A montagem num circuito impresso, alem de mais modernas tem muito mais vantagens que desvantagens desde que o desenho e posicao das trilhas seja bem feito e com conhecimento dos estagios do esquema para saber a largura das trilhas em funcao de corrente x voltagem, pontos do esquema onde porventura poderia ocorrer capacitancia parasita (que nao tao grave como se pensa). Numa ponte de terminais ou ponto a ponto ao se retirar um componente todos os componentes ao redor sao aquecidos pelo ferro de solda e geralmente eh usado uma maior quantidade de solda, num circuito impresso cada componente tem seu ponto separado (quando bem desenhado), e se eh preciso estar retirando e colocando componentes eh sinal que o esquema em si ainda nao esta totalmente testado e pronto pra montagem final. Num circuito impresso o nivel de ruido que deveria ser a maior precocupacao numa montagem eh muito menor pois a placa pode ser desenhada de forma tal que a trilha terra pode ser espalhada ao redor e isto ajuda a blindagem dos componentes e blindagem das trilhas de sinal mas logicamente aqui entra o conhecimento do esquema pois pode haver capacitancia parasita entre trilha terra e trilha do proprio sinal se esta trilha for muito extensa no circuito. A capacitancia parasita tem mais chance de acontecer entre componentes deitados que atuam direto no sinal e trilha terra. por outro lado uma montagem em ponte de terminais n nao ha blindagem alguma (experimente aproximar a mao nos componentes com o ampli ligado). Uma coisa eu posso afirmar com certeza, se seu ampli esta fazendo com que a guitarra perca harmonicos no timbre por causa de capacitancias parasitas entao ele esta muito mau montado ou seu ouvido eh superior ao ouvido das demais pessoas. Sugiro quem tem este tipo de preocupacao a abrir teclados e sintetizadores e observar as montagens e desenhos das placas de circuito, observar o esquema e o desenho da placa nos detalhes onde sim existe razao para este tipo de preocupacao. A preocupacao maior deve ser com o nivel de ruido e blindagem do circuito. palavra de macaco veio.2ª) Renato Gomes (membro do Cifraclub)
Concordo plenamente com o macaco veio. Esse negócio de capacitancia parasita na placa é tudo papo furado! pra vcs terem uma noção: dizem que essa capacitancia parasita aparece quando se tem dois componentes ou fios dispostos de forma paralela e muito prócima na placa. a capacitância é função do dielétrico (material entre os fios, ou componentes), da área dos mesmos e da distancia entre eles. a fórmula é: capacitancia=Área vezes Eo(constante) vezes k (constante) dividido pela distancia. Eo=8,85 x 10 elevado à menos 12 k = aproximadamente 1, para o ar. entao vamos calcular a capacitancia parasita gerada por um fio de 1cm quadrado (qdo eu digo fio, tb pode ser componente ou trilha na placa) quando estiver separado de um milimetro de outro fio (muito perto). quando eu digo "separado", eu quero dizer paralelamente, tipo sanduiche, e nao uma do lado da outra. se for uma do lado da outra, a área que conta é a área lateral da trilha, que é insignificante. dessa forma a capacitancia parasita é ainda menor do que a calculada a seguir. fazendo as contas, chegamos ao valor de 88pF = 88 x 10 elevado à menos 12!!. isso é muito pouco, nao vai mudar nada no som do amp, e essa situação q eu inventei é uma situação muito dificil de ocorrer na pratica, pois eu peguei trilhas extremamente grandes (1cm quadrado) separados por uma distancia extremamente pequena. (1mm). e isso tudo paralelamente, situação que só ocorre em placas cobreadas em ambos os lados. se vc tiver trilhas menores separadas por uma distancia maior, vc vai ter uma capacitancia parasita ainda menor. claro q nem sempre é possível se ter trilhas pequenas em função da corrente, etc, mas é só separá-las bem q o problema tá resolvido. Conclusao: capacitancia parasita é papo furado.________________________________
Link direto: http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/10/89246/
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